Espaços falam.

Espaços falam.

E a gente entende.

Entende, quando sabe onde está.

Entende quando se sente perdido.

Entende quando se sente à vontade para seguir.

Entende quando acha melhor desviar.

Entende quando tem o olhar direcionado para um lado.

Ou para o outro.

Entende quando sente a importância que exige solenidade.

Entende quando pode relaxar e descontrair.

Entende quando é hora de caminhar.

Entende quando uma pausa bem vinda se oferece.

Entende quando a convergência produz encontros.

Ou quando pode observar isolado.

Entende se é grande, se é pequeno, se é luminoso.

Se é tranquilo ou vibrante, alegre ou melancólico - se é estimulante ou introspectivo.

Entende o que quer fazer, entende onde quer ir.

Ou se quer ficar.

Entende.

Mas, para projetar, é preciso mais que entender.

É preciso saber falar.

É preciso querer falar.

E é preciso querer que os outros entendam.

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