Convidar ou permitir?
Um banco permite sentar. Mas não necessariamente convida alguém a fazê-lo.
Projetamos Vazios
Dispor coisas no espaço e estruturar espaço com coisas são operações diferentes.
Qualificar não é transformar
A diferença está no que o projeto se propõe a fazer com a realidade que encontra.
Clientes têm razões que a razão desconhece
Nada disso torna o cliente menos apto a participar do projeto.
Não projetamos espaços…
Projetamos o que eles podem tornar possível.
Experiencial é diferente de sensorial
Há espaços capazes de acionar todos os sentidos e, ainda assim, deixar pouca coisa acontecer.
Projetamos o que vemos. Vivemos o que não vemos.
Não precisa ser assim.
“Com” plantas não é o mesmo que “sobre” plantas
No paisagismo, essa distinção ainda não parece tão evidente.
Projeto ou desenho?
Bons desenhos seduzem. É parte da sua função. Mas toda sedução pode produzir ilusão.
Partido não é programa
O querer é a régua do projeto. É também o horizonte daquilo que ele pode alcançar.
A paisagem não está lá fora
Ela depende de alguém que perceba, organize e produza sentido entre as coisas.
Para pessoas. Com plantas.
Mesmo os projetos ecologicamente mais consistentes dependem, em última instância, das pessoas
O mais importante não cabe na fotografia
Nossa experiência acontece no vazio. No oco que nos contém.
Projetamos o Invisível.
percurso, narrativa, sucessão, ritmo, emoção, movimento, pausa, pertencimento, experiência,
Arquitetura ou paisagismo?
Tratar o espaço livre como resíduo é uma imprecisão que tem consequências.
Tema não é conceito.
Muita gente acredita que o conceito de um projeto é uma ideia criativa.
O que plantar aqui?
O cliente pergunta. A gente responde.
O que desenhamos?
Desenhar o que se vê é o instinto mais básico de quem projeta.
Projetar é investigar
Cada projeto começa num lugar que ainda não conhecemos.
A tal da experiência
Experiência não é acúmulo. É legibilidade.