Para quem

Às vezes é uma pessoa, uma família. Outras vezes, os moradores de um edifício. Pode também ser para os clientes de um empreendimento, para os usuários de uma área pública. Para pessoas muito jovens, para pessoas de idade avançada. Para pessoas ativas, agitadas e que querem movimento. Ou para pessoas que precisam de uns instantes de paz e tranquilidade.

Pode ser para pessoas que querem se encontrar e, outras vezes, para pessoas que não querem ser encontradas. Para pessoas solitárias, para pessoas acompanhadas.... Para os que têm pressa e precisam chegar rápido. Mas também, para os que valorizam o caminho, mais que o destino.

Para os que passam ali todos os dias. Para os que chegam para visitar e nunca mais irão voltar.

Às vezes é para os que vão ver de longe. Ou que não veriam, se a gente não mostrasse. Outras vezes é para os que estão perto, e podem se entreter com os detalhes.

Pode ser para os que caminham, os que correm, os que pedalam, os que patinam... Os que vêem o mundo passar pela janela do carro ou do ônibus.

Para os que estão tristes, tensos, preocupados. Ou para os que nem percebem o tempo passar.

Para os madrugadores e para os boêmios. Para os que amam a natureza e para os que têm medo de abelhas.

Para os retraídos. Para os expansivos.

Para os desorientados e para os observadores.

Para os desbravadores e para os que precisam de ajuda.

Para os que cuidam e para os que são cuidados.

Para os que sabem o que querem.

Para os que mudam de ideia o tempo todo.

Para os que vivem e percebem o mundo ao seu redor.

É sempre para pessoas.

Paisagismo não é jardinagem.

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