As coisas e a experiência

A experiência não é o que vemos.

Não é o que ouvimos.

Não é o que sentimos.

É como vemos o que há para ver.

Como ouvimos o que há para ouvir.

Como sentimos o que há para sentir.

A experiência não vem de características intrínsecas aos objetos.

Não está nas cores, nas texturas, no som ou na luz.

Nenhum objeto produz experiência isoladamente.

Nenhuma planta produz experiência.

A experiência é um fenômeno emergente da relação.

Do como, sempre do como. Não dos quês.

Do como percebemos as relações entre as coisas.

As relações entre as coisas e o contexto.

As relações entre as coisas e o ambiente cultural onde se inserem.

A experiência é um fenômeno perceptivo.

Acontece dentro de nós.

Pode ser descrita, mas não pode ser medida.

Pode ser narrada. Pode ser observada.

Mas só existe quando vivida.

Não projetamos coisas.

Não projetamos paredes.

Não projetamos plantas.

Projetamos sensações.

Projetamos emoções.

Projetamos comportamentos.

Projetamos experiências.

Projetamos para pessoas.

Com plantas.

Paisagismo não é jardinagem.


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