Os o quês e os porquês

O que fazemos.

Com o que fazemos.

Como fazemos.

Por que fazemos.

São dimensões distintas.

Cada pergunta dessas admite muitas respostas. Ter clareza sobre as possibilidades — e sobre as escolhas — define a natureza do trabalho que nos propomos a realizar.

O que fazemos?

Fazemos jardins? Projetamos edificações?

Ou criamos experiências, formas de viver e narrativas espaciais?

Com o que fazemos?

As ferramentas são claras. Trabalhamos com plantas. Com paredes, tijolos e concreto. Com mobiliário e equipamentos. Com especificações precisas.  Tecnicamente adequadas, economicamente viáveis e ambientalmente corretas. 

Mas como fazemos?

Compondo volumes, cores e texturas? Organizando o visual, a imagem, a forma? Materiais como centro do pensamento?

Ou ordenando vazios, eixos, fluxos, ritmos e significados — organizando o vivido, a percepção, a experiência? Materiais como ferramentas?

E por que fazemos?

Porque existem pessoas.

Para que elas vivam melhor.

Projetamos para pessoas.

Com plantas.

Paisagismo não é jardinagem.

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