O projeto não começa pela forma

Você já parou para pensar o que quer de um espaço?

Não o que você quer que ele tenha.

O que você quer que ele faça com você.

Se quer que ele te acolha ou te desperte.

Se quer que ele te proteja ou te exponha ao mundo.

Se quer que ele te convide a ficar ou te dê vontade de explorar.

Se quer que ele te lembre de alguma coisa ou te faça esquecer de tudo.

Se quer que ele seja o lugar onde tudo vai acontecer ou o lugar onde você descansa de verdade.

Esses desejos raramente chegam com clareza.

Ninguém acorda sabendo que quer "pertencimento" ou "contemplação" ou "leveza".

Seu cliente sabe de coisas que nem sempre consegue nomear.

Só que o projeto só pode começar quando queremos que as coisas sejam diferentes.

Quando desejamos que aquele espaço seja outro. Quando sabemos querer.

Por isso, não começa na escolha da planta ou do piso, nem na referência que você salvou no celular.

Começa nessa conversa anterior a tudo — sobre o que seu cliente sente, o que ele precisa, o que ele ainda não conseguiu colocar em palavras.

O projeto que nasce desse lugar tem fundação.

Porque você sabe o que está tentando construir — antes de decidir como construir.

Para pessoas. Com plantas.

Paisagismo não é jardinagem.

Próximo
Próximo

O projeto é uma ponte